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Interpol pode emitir alerta para crianças desaparecidas em Bacabal

O drama das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, ganha uma nova frente de esperança. Clarice Cardoso, mãe das pequenas Ágatha Isabelly e Allan Michael, solicitou à Polícia Federal (PF) que seus filhos sejam incluídos na Difusão Amarela da Interpol, que é um mecanismo destinado a facilitar a localização de pessoas desaparecidas ao redor do mundo. Este pedido, realizado na quarta-feira (9), pode se tornar crucial para o avanço das buscas, já que a Interpol abrange 196 países.

Enquanto a Polícia Federal analisa o pedido da mãe, o procedimento para a inclusão dos nomes na lista de alertas internacionais depende da própria Interpol. A organização é responsável por decidir a publicação e o compartilhamento dos alertas entre seus países membros, após o encaminhamento pela autoridade policial competente.

Conexão com operação na Flórida

Outro fato que trouxe alguma esperança para Clarice Cardoso foi o contato recebido da Interpol para identificar se Ágatha e Allan estão entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico de pessoas na Flórida, nos Estados Unidos. Esta operação ocorreu no final de agosto, e investigações estão em andamento para verificar as identidades das crianças resgatadas.

Na mesma data do pedido à Polícia Federal, foi realizada a coleta de sangue na Superintendência da PF em São Luís, com a finalidade de confrontar as informações sanguíneas com as das crianças encontradas nos Estados Unidos. Contudo, até o momento, nenhuma confirmação foi feita pelas autoridades norte-americanas ou pela Interpol. Os dois irmãos foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, e não há suspeitos identificados em seu desaparecimento.

Novo caso de desaparecimento no Rio de Janeiro

Outro caso que mobiliza as autoridades é o de Edson Davi Silva Almeida, desaparecido na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024. A família, que também foi contactada pela Interpol, segue na busca por respostas sobre o paradeiro do menino. A mãe, Marize Araújo, compareceu à sede da PF no Rio de Janeiro para fornecer mais informações sobre Edson Davi.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeita que Edson possa ter se afogado, mas a família contesta essa versão, acreditando que ele pode ter sido raptado. A inclusão de seu caso no radar da Interpol pode auxiliar na busca internacional e trazer novos desdobramentos.

A expectativa agora gira em torno dos procedimentos da Interpol em responder aos pedidos de inclusão dos nomes de Ágatha, Allan e Edson Davi entre as Difusões Amarelas. Essa medida pode ampliar a visibilidade dos casos, aumentando as chances de localizá-los. A comunidade e as famílias esperam ansiosamente por novas informações, torcendo por um desfecho positivo. Precisamos aguardar resultados das autoridades responsáveis e acompanhar as ações desenvolvidas pelas polícias e a Interpol.