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TST exige manutenção de 80% do efetivo dos Correios em greve

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% dos funcionários dos Correios devem continuar em atividade durante a greve da categoria. A decisão foi dada no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após um pedido dos Correios para assegurar o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.

A justificativa para a determinação foi a essencialidade dos serviços dos Correios, especialmente no contexto das eleições de 2026, que estão em fase de campanha e para as quais a estatal tem compromissos com entidades públicas e privadas. O ministro ressaltou que esses compromissos aumentam o impacto potencial da paralisação sobre a sociedade.

A greve teve início no último dia 10, quinta-feira, e é uma iniciativa dos trabalhadores dos Correios que buscam a aprovação de um acordo coletivo de trabalho para o biênio 2025/2026. A categoria apresenta sua insatisfação com o modelo de reestruturação da empresa, que prevê o fechamento de agências e redução de distritos postais. Além disso, os trabalhadores dizem não ser responsáveis pela crise financeira enfrentada pela estatal.

Campanha salarial

A Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) anunciou a greve após a falha nas negociações da campanha salarial deste ano. Segundo a Findect, a categoria buscava uma solução por meio de diálogo, mas não houve concessão por parte dos Correios em um ponto crucial para os trabalhadores: o plano de saúde, que abrange funcionários, aposentados e seus familiares.

A falta de acordo em relação ao plano de saúde é um dos principais motivos de descontentamento e levou os sindicatos a adotar a paralisação como a única alternativa restante para demonstrar seu descontentamento e sua urgente necessidade de mudanças nas políticas da empresa.

Adaptação dos serviços

Em resposta à greve, os Correios implementaram um plano de continuidade de negócios com o objetivo de minimizar os transtornos. Entre as ações divulgadas estão a mobilização de funcionários administrativos para colaborar com as operações, o redirecionamento de veículos, além da realização de mutirões para manter a logística e o serviço parcialmente funcional.

Apesar dos esforços para o contínuo funcionamento durante a greve, o impacto sobre as entregas e o tempo de serviço é uma preocupação para os clientes dos Correios, que dependem da regularidade dos serviços postais tanto para negócios quanto para necessidades pessoais.

Os próximos dias devem ser acompanhados de perto pelos trabalhadores e pela população, pois o desenvolvimento das negociações pode determinar o prolongamento ou a resolução do movimento grevista. O acompanhamento das mediações e a eventual evolução em direção a um acordo são aspectos essenciais para entender como se desenrolará este cenário nos Correios.